Blog do "C. E. Frei Tomás"

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Desenhos de giz em 3D


Desenhos de Justin Beever


O artista surpreende fazendo arte em 3D em calçadas com giz 









Estas são do Artista de rua Edgar Mueller 
Super Artista 


O trabalho duro: Juntamente com até cinco assistentes, Mueller pinta durante todo o dia de sol a sol. 
A imagem apareceu no Cais Oriente, em Dun Laoghaire, na Irlanda, como parte da cidade, o Festival das Culturas do Mundo.






segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Desabafo de um Jeca


     
     Hoje acordei com minha irmã me chamando para assistir algo parecido com o antigo “Som Brasil”, mas apresentado por Geraldo Boldrin. Fui convocada a relembrar as manhãs de domingo de tempos passados, quando meu avô nos mostrava o som do nosso país: Noel Rosa, Lamartine Babo, Dolores Duran, Almir Sater etc.
      Relembrando nosso avô, ela me perguntou “O que vovô diria se visse Itaocara hoje?”. Não precisei pensar muito, tinha a resposta na ponta da língua, disse-lhe “Ele nos perguntaria: Para onde foi a beleza?”.
      Começamos a indagar porque a raiva enlouquecida contra o verde. A grama das praças foi gradativamente ao longo dos anos trocada pelo concreto. A maioria das árvores foi arrancada, já não acordamos ao som dos passarinhos.
      Os monumentos desmoronam, lembramos o “Moisés”, interditado, a ponto de cair, como outrora lá brincávamos, foi lá que descobri que tenho medo de altura aos oito anos de idade. A piscina pública da primeira metade do século XX, afogou-se em toneladas de terra e concreto, dando lugar a um palco com cores vibrantes. As cores da cidade são fortes, quase uma violência contra o bom gosto. Ao invés de darem uma sensação de relaxamento como antes, agora expressam inquietude.
      Já perdemos tanto, nas fotos do casamento de nossos pais, havia um lindo coreto, que fora substituído e sequer chegamos a conhecê-lo. Não tenho filhos, mas se os tivesse, não poderia levá-los para conhecer a “Diana Caçadora”, o aquário com o peixe elétrico, o palco subterrâneo que pulávamos de prismas a cilindros coloridos até chegar à parte mais baixa, a estátua do “Frei Tomás” a quem pedíamos bênção, o museu que ficava onde hoje é a Secretaria de Educação, sobrou apenas a fonte do lado de fora e, destruíram a fonte do menininho fazendo xixi em frente ao hospital, foi assim que vi o primeiro homem nu.
      Por que tanta destruição? Onde anda nossa memória? Maria Rita será esquecida, e depois também o Toninho quando partir? Tudo isso em nome de um falso progresso, de uma arte nada moderna, de uma forma tão equivocada de ver a vida. Será que somente a gente tem saudade. Meu avô se foi há muito tempo, meu pai também, um dia serei eu a partir, e quem será Itaocara? Uma cidade sem memória, sem história, perdida para sempre.
      Uma nova cidade de concreto e pedra, moderna, cinza de progresso, quente, não pela emoção, mas pelas altas temperaturas, afinal são poucas árvores e nenhuma grama. E tudo novo, os monumentos, os prédios, as ruas, esquinas e calçadas. Talvez até o rio esteja em outro lugar, transportado por alguma nova tecnologia.
      Desaparecerá por completo o chão que um dia pisei e a beleza que retive. Apenas restarão algumas fotos e imagens na lembrança daqueles que apreciam o que é realmente imperceptível ao olhar da maioria apressada na busca pelo poder.



Rosivar  Marra  Leite

Projeto Transito Seguro

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2005), 1 milhão de crianças entre 0 a 14 anos morrem em decorrência de acidentes todos os anos ao redor do mundo e cerca de 50 milhões ficam com sequelas permanentes.
No Brasil, os acidentes representam a principal causa de morte de crianças entre 0 e 14 anos.
A realidade apresentada demonstra a necessidade e a urgência da adoção de medidas, sobretudo educacional, capazes de reverter esta situação que, conforme o Ministério da Saúde, pode ser configurada como uma séria questão de saúde pública.


 











quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dia do Professor

Parabéns professor!



Mostra de Ciências

Na Mostra de Ciências demos um show!!!




 




  










quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Florbela Espanca


Confissão

Aborreço-te muito. Em ti há qualquer cousa
De frio e de gelado, de pérfido e cruel,
Como um orvalho frio no tampo duma lousa,
Como em doirada taça algum amargo fel.

Odeio-te também. O teu olhar ideal
O teu perfil suave, a tua boca linda,
São belas expressões de todo o humano mal
Que inunda o mar e o céu e toda a terra infinda.

Desprezo-te também. Quando te ris e falas,
Eu fico-me a pensar no mal que tu calas
Dizendo que me queres em íntimo fervor!

Odeio-te e desprezo-te. Aqui toda a minh’alma
Confessa-to a rir, muito serena e calma!
……………………………………………………..
Ah, como eu te adoro, como eu te quero, amor!…

Florbela Espanca
 
No dia 24 de Março de 2007 sai um curioso artigo no Jornal Diário do Sul1 sobre o dia mundial da Poesia. Uma das coisas que nos chama a atenção ao abrir esse jornal é a imagem de Florbela Espanca que, ocupando o centro da página, se destaca logo aos olhos de qualquer leitor. O interessante é perceber que não há sequer uma linha a falar da poetisa alentejana: a imagem de Florbela apenas se configura como uma projeção, um arquétipo, que induz, se não todo o leitor português, pelo menos os leitores alentejanos, ou aqueles que apreciam poesia, a fazerem uma ligação direta de Florbela com poesia. Essa projeção do nome de Florbela e de sua imagem é construída há vários anos, criando “mitos” em torno de seu nome e sua obra. Ou seja, produziu-se uma imagem ilusória de Florbela, sobretudo com a política salazarista e a Igreja,2 que repudiaram sua obra, por causa de uma biografia nada comum para os padrões vigentes. Toda esta problemática gerou, aos críticos, um certo descompasso ao analisar a obra da poetisa, tentando reconstituir a autora a partir de sua obra poética, transformando-a em personagem, por causa da aproximação entre a biografia e a obra. Assim, no dia 8 de dezembro de 1894 nasce Flor Bela Lobo, filha de Antónia da Conceição Lobo. João Maria ainda teve mais um filho com Antónia, Apeles. Mais tarde, Antónia abandona João Maria e os filhos passam a conviver com o pai e sua esposa, que os adotam. Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”. 

Sobre o professor - Jô Soares



O professor está sempre errado.
                               (Jô Soares)

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado,
mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

"Viva a vida conforme ela te presenteia!"